A virtualização é apresentada na maioria das vezes como a capacidade de fazer um mesmo hardware ser explorado por diversos ambientes computacionais. No entanto, esse conceito é mais amplo, considerando virtualização como a técnica que cria ilusões dos recursos físicos para serem explorados pelas máquinas virtuais. Nesse contexto podemos identificar essa idéia em alguns serviços implementados na Internet.A implementação de desktops remotos, discos virtuais remotos, computação em cluster e até mesmo de dados, como XML, JMS, entre outros, apresenta o uso de recursos como se estivessem fisicamente próximos. Na verdade os recursos são explorados fisicamente em servidores potentes, longe dos usuários. Em ambientes de rede encontramos a extensão da virtualização em cima das tecnologias que permitem a troca de dados entre máquinas distantes, as redes de computadores.
Partindo dessa análise podemos dividir a virtualização em redes de computadores em duas classes: virtualização de serviços Internet e da própria infra-estrutura de rede.
Virtualização de Serviços Internet
A internet é representada através de uma abstração que define níveis que implementam serviços e se comunicam com outros níveis. Isso cria a sensação de isolamento entre as tarefas, de forma que a alteração de uma delas possa não prejudicar as demais. Isso reforça o conceito de “um servidor por serviço”, o que traz alguns incômodos.
As máquinas geram um alto custo que inclui manutenção, energia elétrica, entre outros. Gerenciar diversas máquinas também não é fácil e isso gera ainda mais custos. Além disso, projetar servidores para executarem um único tipo de serviço os torna em grande parte ociosos. A virtualização surge então para suavizar esse problema.
Como as máquinas virtuais hóspedes podem executar serviços independentes e isolados, em sistemas operacionais diferentes e na mesma máquina, o desejo de “um servidor por serviço” é mantido. Todos os serviços, porém, são empregados no mesmo hardware o que aproveita todo o poder dos servidores. Isso é chamado consolidação de servidores e gera interessantes cortes no custo do serviço.
modelo de virtualização que guarda dados em servidores remotos chama-se computação em nuvem. Já bastante difundido na internet, permite que dados sejam guardados em servidores remotos e que um programa rode usando esses dados. A figura a seguir ilustra a computação em nuvem dispersando os dados pela rede:
Virtualização de infra-estrutura de rede
Outra utilização do conceito de virtualização consiste em criar componentes virtuais para a infra-estrutura de rede. Essa técnica começa quando uma máquina virtual usa drivers para acessar a rede. Tipicamente, os drivers simulam o comportamento das camadas de rede e enlace, permitindo que as aplicações na máquina virtual enviem e recebam dados. A interface física de rede, no entanto, deve ser compartilhada entre as máquinas virtuais, o que normalmente é feito colocando-se a placa de rede em modo promíscuo e o driver de rede faz a multiplexação utilizando a técnica de token ring.
Pode-se ainda emular os próprios componentes de hardware da infra-estrutura de rede e não estão nas máquinas virtuais, como switches e roteadores. São chamados equipamentos de interconexão. Atualmente existem três formas de executar essa emulação.
VMWare, Microsoft e Citrix oferecem um produto que inclua, além da máquina virtual, suporte para uso de equipamentos de interconexão virtuais. Já a solução da Vyatta consiste em criar máquinas virtuais já com esse propósito, pois possuem uma camada de software que simula esses equipamentos. A Cisco, através da linha Catalyst, oferece um hardware projetado para suportar equipamentos de interconexão virtuais.


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